Pular para o conteúdo principal

Renascer das cinzas

Escrevo hoje quarta-feira de cinzas. O carnaval teoricamente acaba hoje e muitos dizem que o ano começa agora. Quem acompanha meu blog sabe que para a astrologia o ano de 2017 começa a partir de 20 de março. Então, de fato, o ano começa em março.

O carnaval deste ano foi atípico, em todos os aspectos. Nunca vi tanta coisa bizarra na Avenida, mas também vi muita coisa bonita. Engraçado que muitos dos enredos falaram de coisas que tenho aprendido há mais ou menos um ano. Coisas do meu aprendizado pessoal que ficarão para a vida. As escolas de samba, como sempre, cumprindo seu papel de informar e de arrepiar quem gosta de samba e carnaval. Este ano não desfilei, mas pretendo ano que vem estar mais perto da folia e dos desfiles, se assim o Universo permitir. Mas, também o carnaval proporcionou dores. As dores nos fazem perceber que somos fortes, apesar das lágrimas e que temos a capacidade de superá-las. Tenho absoluta certeza que as pessoas que sofreram com este carnaval superarão suas dores e renascerão das cinzas. Minha solidariedade às vítimas e às Escolas de Samba envolvidas. 

Na postagem passada falei do conceito oxalufânico e exusíaco do carnaval, elaborado pelo historiador Luiz Antônio Simas e penso que para nascer algo novo, é preciso um grande impacto, um "cachação" para que se tenha outra forma de pensar e que a mudança para algo melhor aconteça. Isso gera dor, medo, lágrimas, perplexidade, raiva... mas depois a ordem "oxalufânica" acontece. Penso que depois dos acidentes deste carnaval medidas serão tomadas quanto a inspeção dos carros e da própria Sapucaí. Uma nova ordem surgirá. 

Mais do que nunca sei e quero acreditar no ditado "depois da tempestade vem a bonança". Vamos acreditar nisso minha gente. Nesse mundo de caos onde tudo se mistura, vamos acreditar na bonança que virá. Coloquemos a esperança em nossos corações e sigamos em frente! Apesar das dores!

Não sei o resultado da apuração e isso é irrelevante, pois agora é o desejo de renascimento! Por isso, dedico às vítimas, às Escolas de Samba que tiveram problemas neste carnaval, aos que choraram, um samba que adoro, do mestre Martinho da Vila...

Que Oxalá nos abençoe e que Nzara Ndembu nos dê o tempo necessário para curar nossas dores! "Vamos plantar de novo arvoredo"!



 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A glândula pineal e o Olho de Hórus

Sempre gostei de pesquisar sobre muitas coisas, principalmente se eu estou envolvida de alguma forma com determinado assunto. E a espiritualidade é a bola da vez, na verdade, sempre foi, só que agora tem aflorado ainda mais. Quanto mais me aprofundo sobre algo, mais a vida vai me levando... Cheguei na glândula pineal. A glândula pineal ou epífise é uma pequena glândula endócrina localizada perto do centro do cérebro, entre os dois hemisférios. Conectada aos olhos através dos nervos. Produz melatonina que promove o ritmo diário de luz e escuridão, com isso ela é reguladora do sono. Também é reguladora de outras glândulas dentre elas está a hipófise. Ela tem o tamanho de um caroço de ervilha. Se fizéssemos um corte cerebral ela estaria localizada entre os dois olhos e na direção abaixo da moleira. Em algumas pessoas a pineal apresenta cristais de apatita. E segundo alguns médicos quanto maior o número de cristais maior a capacidade de captar ondas eletromagnéticas. Acho válido um ap...

Criogenia de D. ou manifesto pelos prazeres perdidos

Como definir em palavras o que está em Criogenia de D. ou manifesto pelos prazeres perdidos do escritor Leonardo Valente? Como definir, na concretude das palavras, aquilo que senti, ouvi, elucubrei e experimentei? Tudo que escreverei pode ser uma “farsa” em vários aspectos, mas em respeito ao autor, não será. Devorei o livro em menos de um dia. Impossível “desgrudar” da leitura. Acho que a habilidade jornalística do autor proporciona isso. O livro te prende, na verdade, a história de D. Aliás, como definir D.? D. é indefinível porque é sentimento. Na verdade, D. é um trem descarrilado que vem te atropelando do inicio ao fim. D. é um atropelo. Encaro atropelo como subversivo. O livro é subversivo. Tudo o que é subversivo atrai, D. me atraiu plenamente.   O autor subverte tudo, desde a forma da narrativa até o estilo. Sou uma pessoa de símbolos e Criogenia é cheia deles. Pra mim, símbolos são as formas de expressão mais sofisticadas e antigas de enxergar o mundo, então, símbolo...

Dezembro!

Dezembro chegou! E com ele todas as angustias, ansiedades, frustações, a música da Simone e aquele falso sentido dos bons sentimentos e da renovação pessoal. Dezembro é um mês altamente comercial. Todo mundo sabe. O que me agonia mais é saber da finitude do ano. Se bem que, por mim, já poderia ser 2024.  2023 foi o ano da pesada pelo menos no meu critério pessoal e dezembro é o mês que simboliza a finitude, se nós seguirmos o calendário gregoriano, porque para a astrologia o ano só acaba em março de 2024 quando entra o primeiro signo zodiacal. O que redobra a minha angústia. Finalizar é bem complexo. Acredito que não somos preparados para finais. A finitude é muito misteriosa. Esta época do ano é muito perigosa, no geral, nos coloca muito mais vulneráveis e estar vulnerável é temerário.  Andei sumida daqui, pois 2023 me exigiu e está me exigindo muito, mas nasceram duas coisas muito boas desse processo: dois livros onde sou coautora. Livros cujos textos foram escritos apenas p...