Estou em manutenção. Uma longa manutenção. Desde maio do ano passado. Mas, espero, que neste ano dedicado à serpente, eu tenha novas ideias ou que as velhas ideias se tornem novas. Apesar do novo ser quase sempre o velho de uma outra forma. Que meu Saci cambaleante me conte alguns segredos possíveis de se compartilhar e que a Cuca, em meu quarto, não me assombre mais. Que alguns livros possam ser referência e os filmes possam ser fonte de inspiração. E que meu olhar para o mundo ou diante dele não cause espanto em mim ou aos que ouvirem de minha boca o pessimismo do "óbvio ululante".
Sempre quando estou em algum lugar que tenha uma igreja eu entro. E hoje não foi diferente, estava no Centro do Rio e entrei na igreja de Santa Rita, já fui inúmeras vezes, e gosto de assistir a missa de lá. Gosto e aprecio rituais. Assim como gosto e aprecio imagens, sejam quais forem. A igreja estava com todos os santos cobertos, mas havia uma imagem sem cobertura: a de Nossa Senhora das Dores. Durante a missa fiquei muito atenta àquela imagem... Manto roxo, expressão de dor e com um punhal cravado no peito. Ela estava aparente porque estamos na Semana Santa, a semana do calvário de Cristo, seu filho. Pensei em quantas dores nós, mulheres ou não, passamos durante a vida e muitas ainda vamos passar. Quantas mães perderam seus filhos ou filhas (dor incalculável), quantos de nós perdemos todos os dias e nos doemos. As dores do parto, a dor da morte, a dor da perda de um ente querido, a dor de uma doença, a dor de receber uma notícia ruim, a dor de perder um emprego, em perder ...
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