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Postagens

Função Social

Sempre acreditei em trabalhos que tenham funções sociais. Sempre acreditei na arte como instrumento de função social. Para muitos pode parecer um lugar comum, mas para mim é mais que isso. Desde pequena adorava coisas "de adulto" e tudo aquilo que girava em torno desse universo. Cresci e sempre na minha vida procurei estar cercada de livros, filmes, exposições e de pessoas interessantes que pudessem me acrescentar algo. Alguns podem pensar que sou rica (coisa que não sou e nunca fui) ou cresci na "folga", nada disso! Pelo contrário, minha vida foi de dificuldades, de obstáculos e de muitas pedras. A cada dia aprendo um pouco mais desse estranho Universo. No caminho fui quebrando as pedras e tentando fazer do limão uma limonada. Caminhando um pouquinho de cada vez... Por que estou dizendo tudo isso? Porque hoje estou num projeto que considero bem bacana, utilizando da palavra para cumprir um papel social. Sabem como? Conhecendo gente! Meu grande barato é conhecer ge...

O Museu que a chama revelou

É com muito pesar que escrevo essa postagem de hoje. Já está em todas as mídias, inclusive na internacional, o incêndio que devastou o Museu Nacional aqui na cidade do Rio. Ontem e hoje acompanhei os noticiários a respeito do incêndio. Fiquei completamente chocada e com lágrimas nos olhos ao ver as chamas lambendo o estimado Museu. A Quinta da Boa Vista local onde está o museu, para mim, era o local representativo não só da minha infância, mas de outros tantos cariocas. É na Quinta que está o zoológico, palco do saudoso, Macaco Tião, a bola gigante colorida, do malabarista de madeira, das bicicletas-charretes e do Museu da Quinta, pois é assim com essa intimidade, que nós cariocas, chamamos o Museu Nacional. Lembro que era passeio de quase todo domingo ir ao zoológico e ir ao museu. Eu, enquanto criança tinha medo do ranger do piso de madeira,  do enorme dinossauro, do meteoro gigante e da sala das múmias, mas meu sonho era subir as escadas cujo acesso era sempre proibido. O ...

Humano

Humano: uma viagem pela vida é daqueles documentários que chegam pra dar uma baita porrada em você. Não há como sair ileso e ainda mais reflexivo, se você é do grupo que se predispõe a pensar não só nas suas dores, mas nas dos outros também. O documentário aborda temas como: vida, morte, liberdade, violência, guerras, exploração sexual, capitalismo, pobreza, dores, amores, Deus e muita outras coisas. São depoimentos de pessoas de diversas partes do mundo de diversas raças e crenças dizendo o que elas acham sobre determinados temas. O bonito é que são pessoas anônimas, na maior parte, que passaram por experiências inimagináveis para nós que vivemos ainda na nossa caixa. A fotografia é linda e de uma cor tão viva que esse colorido contrasta com a crueldade dos temas abordados.  Não tenho como expressar as sensações que estão em mim por conta desse documentário, mas nós humanos ainda somos seres medíocres.  Sugiro que assistam. Material imprescindível! Até! ...

Liberdade ainda que tardia

Amanhã, comemora-se o 21 de abril, essa data tem um grande significado para mim e para a História brasileira. Hoje vou escrever sobre o que está escrito na bandeira inconfidente que se tornou a bandeira do estado de Minas Gerais: Libertas Quae Sera Tamen  e do simbolismo do triângulo e sua cor vermelha, tudo no meu humilde modo de interpretar. O triângulo que está na bandeira possui os três lados iguais chama-se equilátero. Esse triângulo, segundo estudiosos simboliza a terra. Para os alquimistas simboliza o fogo e o coração. O triângulo tem uma grande importância para a maçonaria o chamam de delta luminoso por conta da forma maiúscula da letra grega. Segundo a maçonaria, a base representa duração e os seus lados iguais representam, cada um deles, a Treva e a Luz compondo um ternário cósmico. O triângulo possui três pontas, três é um dos números áureos. O Três simboliza a tríade celestial. O vermelho é símbolo fundamental do princípio da vida. Incita a ação, lança como ...

Com amor, Van Gogh

Não pude deixar de escrever sobre o belíssimo filme Com amor, Van Gogh . Um filme de tocar o coração sobre um dos maiores pintores da arte moderna e sobre sua controversa morte. O filme é um primor, foi pintado por mais de 100 artistas utilizando a técnica de Van Gogh para compor a vida desse grande pintor. Foram mais de 65 mil quadros cenográficos pintados à mão e o resultado foi maravilhoso. O filme começa um ano após a morte de Van Gogh. O filho do chefe dos correios tenta entregar a última carta do pintor ao seu irmão Theo e é por aí que a história começa. Se é pelo viés das trocas de cartas que o filme se desenvolve, resolvi me aventurar e escrever uma carta ao pintor holandês: " Meu caro Vincent, Você foi reconhecido. Sua arte comove as pessoas. Suas pinturas falam por ti. Suas pinceladas expressam toda a sua ternura pelas coisas que seus olhos viram. Nada ficou despercebido a você. Seu desejo foi realizado. Hoje você é um dos grandes artistas mundiais e sua arte va...

A bela e a fera

Acabei de assistir a Bela e a Fera, a princípio, pensariam: filme bobinho de uma história romântica de um homem que com uma maldição se transforma numa fera e somente com um amor verdadeiro se transforma em um ser humano. Ok, é praticamente isso. Acho que todos, têm algo nas entrelinhas que nos dão uma lição ou nos fazem pensar. O filme é de 2017, um musical dirigido por Bill Condon e tem Emma Watson e Dan Stevens como protagonistas. A história é ambientada na França no século XVIII. A história é pra lá de conhecida pelas crianças e a música principal também. Mas é um filme para adulto também. Enquanto a Fera está sob a maldição, tudo é gelado, cinza e decadente. Seu castelo e tudo a sua volta é decadente. A Fera vive isolada e trancada em seu castelo. Na verdade vive trancada em si mesmo. O colorido do filme está com os objetos do castelo cuja maldição os transformou de humanos em coisas. Isso mesmo coisas, objetos... A partir o momento que a personagem Bela entra no castelo ...

House of Z

Escrevi semana passada sobre arte e carnaval. Tenho assistido documentários muitos bons falando sobre moda e os processos criativos de seus estilistas. Gostei muito do House of Z que conta a história real do jovem estilista (designer) Zac Posen e sua trajetória. Ele teve uma ascensão meteórica ainda muito jovem, depois teve seu momento de declínio com toda a pressão do meio, influenciado por sua vaidade.   Quanto decidi ver o documentário o que me chamou a atenção foi a letra Z, logo associada ao filme Z do Costa-Gravas (1969) um clássico do cinema, onde assisti há um tempo. Não vou me ater a história do filme e nem do House of Z, mas pesquisando a respeito, descobri que a letra Z em grego significa "ele está vivo". Para quem assistir ao documentário verá que para Zac Posen o significado tem tudo a ver. O bacana do documentário é o próprio estilista contando sua ascensão e queda de uma forma bem natural, frisando o fascínio que o meio artístico e da moda exercem favor...