Pular para o conteúdo principal

Postagens

Só sei que nada sei

Conhecimento s.m . entendimento; domínio (de um tema, arte, etc); informação; coisa ou pessoa conhecida; erudição, sabedoria. (Houaiss,2001). Nesses dias estive pensando sobre o conhecimento e suas implicações na vida. Na minha em particular. E nas inúmeras conclusões as quais cheguei, foi a que o conhecimento só traz sofrimento. Espantoso né, mas totalmente compreensível.  Quando estamos na nossa tenra caminhada da alfabetização sofremos para aprender as letras e as sílabas e depois formar palavras. É uma angústia pegar no lápis juntar b com a e etc. Quando estamos maiores a dificuldade é em aprender tabuada e entramos no mundo exato da matemática e sofremos a cada prova. Depois aprendemos ciência, física, química, literatura e nos deparamos com o vestibular, aí é outro sofrimento para escolher aquela profissão que será a nossa marca na vida, que nos identificará como seres da sociedade... Porém o conhecimento a que me refiro é o que se obtém, na maioria das vezes, por c...

Morricone e o assovio do meu pai *

Meu pai sempre gostou de assoviar. Desde muito pequena o ouvia assoviando pela casa melodias, para mim, estranhas. Acho que o meu primeiro contato com a música foi através dos assovios e, também, das canções de ninar entoadas por meus pais.  Mas algumas notas eram recorrentes nos assovios de meu pai e só alguns anos mais tarde pude identificá-las. A melodia em questão faz parte da música tema do filme Três Homens em Conflito , ou O bom, o mau e o feio , composta pelo maestro e compositor italiano Ennio Morricone. O filme, do cineasta italiano Sérgio Leone, é de 1966 e ficou rotulado como um western spaghetti. Ter Ennio Morricone como compositor de suas trilhas era uma de suas marcas. Porém, Morricone se fez por si só independente de Leone e dos westerns . Muitas de suas composições foram eternizadas. Hoje com apenas alguns trechos melódicos identificamos o filme ao qual elas pertencem. Um filme sem uma boa trilha sonora não existe. Ele pode até ter um bom roteiro, mas sem uma...

50 tons de... Ilusões

Esta semana fui surpreendida, enquanto fazia esteira na academia, por um vídeo de lançamento do filme 50 tons de Cinza baseado no best-seller homônimo. Sinceramente não achei nada surpreendente. Não fiquei a fim de ver e nem de comprar o livro, até porque não tenho “quedas” por best-sellers. Por conta do tal lançamento, surgiram enxurradas de gente compartilhando nas redes sociais e vários suspiros femininos para o personagem principal chamado Christian Grey (até bem pouco tempo esse nome me remetia a uma marca de cosméticos dos anos 70). Bora falar do tal filme. Parece-me que a história é a de um cara (Grey) bonitão, sarado, bilionário e sedutor que, ao ser entrevistado por uma moça tímida e sem muito sal, resolve investir em seduzi-la e mostrá-la seu universo particular de erotismo e glamour.  E pela minha dedução, a moça se encanta pelo cara, dá uma repaginada no visual e solta toda a Cicciolina que existe nela.  Não sei como acaba a história e nem é o que importa...

Risco ou terapia?

Li recentemente que Steven Soderbergh lançou no Festival de Cannes seu mais novo filme: Terapia de Risco . O tema básico é a forma como as pessoas lidam com seus processos emocionais. Os personagens (psiquiatra, paciente e família) giram ao redor de algo que parece ser a cura dos males emocionais: um novo antidepressivo. E aí o filme vai se desenrolando numa trama cheia de suspense. Quando li a respeito do filme, a frase que me chamou atenção foi: “felicidade em mercadoria”. No ato me inquietou. Um termo muito forte, mas que tem relevância. Qual será o caminho para a felicidade? Hoje parece ser uma obrigação expormos que somos felizes. Somos obrigados a estar bem o tempo inteiro. A mostrar como somos envolventes, como somos populares e como podemos ter um séquito de amigos. Mostrar a todos como somos bem sucedidos, que temos o parceiro perfeito(a), a família perfeita, enfim tudo perfeito. A felicidade nos é empurrada goela abaixo sem sermos perguntados se a queremos ou não. Ouso ...

Apenas um agradecimento

Era uma vez uma cidade que tinha em seus habitantes a busca por formar e afirmar sua nova identidade preservando as tradições de seus ancestrais. A cidade era constituída por gente da mais variada etnia. Onde em cada canto existia o suor, a luta por reconhecimento e a beleza de sua gente. Cidade que mostrava sua formação nos contornos de suas ruas, na alegria dos ranchos e nas festas de seus terreiros. Uma gente talentosa frequentava as festas dessa cidade. Políticos, músicos, médicos, artistas, jornalistas e os “sem profissão”. Todos juntos. Num grande bailar de corpos. A cidade cresceu passaram-se muitos anos e esse povo miscigenado conseguiu fazê-la uma referência mundial. Principalmente na folia. Hoje, no mundo, não há quem não a conheça. Digo isso, pois, a cabo de ler um livro que me fez viajar e viver os passos daquela gente. Caminhar pelas ruas, assim como eles caminharam, inclusive em muitas já estive. Saber o significado de uma inscrição em latim do prédio aind...

Saci, Cuca e o óbvio ululante

Estou em manutenção. Uma longa manutenção. Desde maio do ano passado. Mas, espero, que neste ano dedicado à serpente, eu tenha novas ideias ou que as velhas ideias se tornem novas.  Apesar do novo ser quase sempre o velho de uma outra forma. Que meu Saci cambaleante me conte alguns segredos possíveis de se compartilhar e que a Cuca, em meu quarto, não me assombre mais. Que alguns livros possam ser referência e os filmes possam ser fonte de inspiração. E que meu olhar para o mundo ou diante dele não cause espanto em mim ou aos que ouvirem de minha boca o pessimismo do "óbvio ululante".  Até.

Em homenagem a ti

Em homenagem a ti dedico: meu sono; meus pensamentos; minhas convicções; meus medos; minhas formas; meus sonhos; meus significados; minhas lembranças; minhas alegrias; meus desejos; meus/seus elogios; minhas reflexões; minhas boas vibrações; minha sensibilidade; minha armadura e elmo; meu sorriso; meu apelo; minhas sensações; minha descrição e discrição; meu olhar; meus filmes; minhas músicas; meus escritos; minha organização; minhas dúvidas; meu beijo e meu abraço; minha construção; minha libertação; minha vontade de seguir; Em homenagem a ti dedico... Apenas, em homenagem a ti.