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Messiah

Olá pessoal, voltei!

Mais uma vez uso este espaço para discorrer sobre uma séria espetacular: Messiah. 

Hoje a postagem será um convite a pensarmos de como seria a nossa reação e a do mundo se o "enviado por Deus" voltasse. Reflexão tensa em tempos sombrios. Será que hoje estaríamos preparados para isso? Será que a gente acreditaria nele? Como o reagir a um homem dizendo-se filho de Deus, em meio a tantos Messias, falsos profetas ou vendilhões do templo? Duro né? Pois é, a série nos promove inúmeras reflexões...

Como em pleno século XXI receberíamos um homem, de cabelos compridos (meio desgrenhado), usando jeans, tênis, que medita, quase não come, onde, na maior parte do tempo, seu semblante é sereno e que nunca altera a voz... cuja fala é sempre para as pessoas olharem internamente e tentar encarar seus pecados e perdoá-los? Se analisar o todo da série, ela se parece com inúmeros livros de auto-ajuda que estão por aí e de milhares de coaches da moda! Mesmo assim, ela nos provoca a reflexão de: em quem acreditar; o sentido da fé; a evolução da fé, o olhar sobre o outro; o obscurantismo da fé; o ateísmo; a propagação da fé; a idolatria; o sentido de pertencimento; o conservadorismo; a hipocrisia, enfim... ficaria horas aqui discorrendo sobre questões latentes da atualidade.

Estamos num período muito crítico no mundo. Messiah nos provoca por questionar aquilo que é pra ser questionado! Apesar do avanço da tecnologia, da ciência, das redes sociais (há muitos momentos onde isso aparece nitidamente), os seres humanos ainda são atrasados, ou seja, há um retrocesso em matéria humana e de pensamento. 

Caso Jesus Cristo ou o Messias estivesse entre nós como o veríamos? Como um charlatão? Um mágico? Um doente mental? Um filósofo? Um pacifista? Outra: quem seriam seus seguidores? Quem seriam seus apóstolos? Seus profetas? A adolescente que fez aborto? A garota de programa? Um jovem analfabeto? Um torturador? Um homossexual? Quem? Quem ver a série vai saber a que estou me referindo... Acreditaríamos em seus milagres? Existe milagre?

Há beleza na série. Muita por sinal, mas vou ficar com duas: uma é a citação ao livro que tanto adoro, O Pequeno Príncipe, muita gente pode achar livro de criança, porém é o inverso. Outra é a cena final, em meio ao deserto, um vale cheio de flores vermelhas. Terei a pretensão de fazer uma analogia entre essa cena e o livro de Exupéry, por conta de quatro fatores: as flores vermelhas, o acidente de avião, o deserto e a criança...

Caso estejam preparados para o confronto, assistam!

Até!


    

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