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Sol de Primavera

Acabei de assistir uma série onde mulheres desvendam crimes através de códigos cifrados em letras e números. Muito interessante, por sinal. Há muitas coisas as quais precisam ser escritas e analisadas, mas confesso, que tô na onda do mais do mesmo. Acho que os assuntos acabam se repetindo ou o mundo é o mesmo e as pessoas também. Então, como estamos em setembro e setembro é o mês da primavera, vou contar um pouquinho do número 09. 

Segundo Dionísio, o Areopagita, os Anjos são organizados em nove coros ou três tríades, o número da perfeição da perfeição. O nove está na maior parte das cerimônias taoistas do tempo dos Han, é o número da plenitude do yang. O nove também é, em Dante, o número do Céu, ou seja, se é do Céu é também de Beatriz, o número do amor. Com relação aos algarismos o nove é o último, sendo assim, é o último estágio, o término, para iniciar algo novo, começar literalmente do zero. Algo que nascerá, completamente novo. Acredito que por isso a primavera ser a estação onde tudo floresce, renasce, onde há a beleza. Beatriz era a beleza encarnada para Dante onde beleza e amor andam juntas.

Estamos, pelo menos eu, arduamente tentando achar a beleza no inferno em que vivemos. Na verdade, isso se arrasta por séculos e séculos.  O negócio tá muito tenebroso...

Só me veio a cabeça por hora duas coisas: a música do Beto Guedes, Sol de Primavera, que explica muito bem a simbologia do nove e o filme Inferno...

Por enquanto é só!
Até!

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