Pular para o conteúdo principal

Sequência de Fibonacci

Não sou matemática. Mas vou falar, ao meu modo, de uma sequência que entrei em contato recentemente: é a sequência de Fibonacci.

Fibonacci foi um matemático italiano que no ano de 1202 descreveu uma sequência de números inteiros começando por 0 e 1 e cada, termo subsequente corresponde a soma dos dois anteriores. Na matemática a fórmula é Fn= Fn-1+Fn-2. A sequência Fibonacci está aplicada na análise de mercados financeiros, na ciência da computação, na teoria dos jogos e também aparece na natureza (nos ramos das folhas, nas copas das árvores, no número de pétalas das flores, nas pinhas, na folha das bromélias, na concha do mar, nas colméias) e na dentição humana (os dentes anteriores estão na proporção áurea. O incisivo central está proporcional à largura do incisivo lateral assim como o incisivo lateral está proporcional ao canino e os canino no primeiro pré-molar).

Por que estou falando de Fibonacci se não sou uma matemática? Porque quero falar de algo diverso mas ao mesmo tempo único: Deus. Como falar de algo que não vemos, abstrato? Complicado. A presença divina existe e está em coisas materiais (importantes para os materialistas), tais como esses elementos naturais citados acima. A presença divina está na nossa proporção corporal, no mundo em que vivemos, na quantidade exata de sal que há nos oceanos onde vidas marinhas inteiras possam existir, na proporção exata do oxigênio que respiramos, pois se fosse um pouco a mais entraríamos em combustão, nos seres vivos que compõem toda uma cadeia alimentar perfeita, nos seres microscópicos existentes e em tantas outras coisas que não conseguimos explicar. Além disso, Deus ou qualquer outro nome que ele tenha, está em nós. Somos partes de sua criação. Um pedaço dele está dentro da gente. Hoje a matéria, o que se tem, o que se pode comprar está muito em voga. E esquecemos do básico que é a nossa espiritualidade, a bondade, o ajudar ao próximo, as questões morais no agir com o outro e consigo mesmo. Ultrapassamos tudo e todos para atingir os nossos objetivos e ferimos quem quer que seja. Muitas vezes a nossa divindade está tão clara que não enxergamos, ficamos cegos, porque esquecemos de ficarmos com nós mesmos. Não temos tempo mais para o silêncio, a solidão... O nosso ego não deixa. Não contemplamos mais a natureza, o cantar dos pássaros, a dignidade de uma pessoa... Deus está nisso. Deus está em nós. 

A pergunta número 1 do Livros dos Espíritos, Kardec pergunta: O que é Deus? Os espíritos respondem: "Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas". Depois na pergunta de número 4, Kardec pergunta: Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus? Os espíritos respondem: "Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá." E pra fechar, na pergunta 39, Kardec pergunta: Poderemos conhecer o modo de formação dos mundos? Os espíritos respondem: "Tudo o que a esse respeito se pode dizer e podeis compreender é que mundos se formam pela condensação da matéria disseminada no Espaço".

Então, pra você que duvida de algo superior, não duvide mais. Não se ache melhor do que ninguém, há uma energia, uma inteligência suprema criadora. Você é um pequeno grão, dotado de inteligência, que em muitos casos a usa para o mal ou às vezes nem a usa, se transforma num animal nos atos e nas atitudes. Sejamos honestos com a nossa divindade interna, com o nosso fluido, com o nosso espírito. Procuremos evoluir e não involuir. Existe uma energia superior e que se faz presente é só ter a mínima sensibilidade de perceber.













Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A glândula pineal e o Olho de Hórus

Sempre gostei de pesquisar sobre muitas coisas, principalmente se eu estou envolvida de alguma forma com determinado assunto. E a espiritualidade é a bola da vez, na verdade, sempre foi, só que agora tem aflorado ainda mais. Quanto mais me aprofundo sobre algo, mais a vida vai me levando... Cheguei na glândula pineal. A glândula pineal ou epífise é uma pequena glândula endócrina localizada perto do centro do cérebro, entre os dois hemisférios. Conectada aos olhos através dos nervos. Produz melatonina que promove o ritmo diário de luz e escuridão, com isso ela é reguladora do sono. Também é reguladora de outras glândulas dentre elas está a hipófise. Ela tem o tamanho de um caroço de ervilha. Se fizéssemos um corte cerebral ela estaria localizada entre os dois olhos e na direção abaixo da moleira. Em algumas pessoas a pineal apresenta cristais de apatita. E segundo alguns médicos quanto maior o número de cristais maior a capacidade de captar ondas eletromagnéticas. Acho válido um ap...

Criogenia de D. ou manifesto pelos prazeres perdidos

Como definir em palavras o que está em Criogenia de D. ou manifesto pelos prazeres perdidos do escritor Leonardo Valente? Como definir, na concretude das palavras, aquilo que senti, ouvi, elucubrei e experimentei? Tudo que escreverei pode ser uma “farsa” em vários aspectos, mas em respeito ao autor, não será. Devorei o livro em menos de um dia. Impossível “desgrudar” da leitura. Acho que a habilidade jornalística do autor proporciona isso. O livro te prende, na verdade, a história de D. Aliás, como definir D.? D. é indefinível porque é sentimento. Na verdade, D. é um trem descarrilado que vem te atropelando do inicio ao fim. D. é um atropelo. Encaro atropelo como subversivo. O livro é subversivo. Tudo o que é subversivo atrai, D. me atraiu plenamente.   O autor subverte tudo, desde a forma da narrativa até o estilo. Sou uma pessoa de símbolos e Criogenia é cheia deles. Pra mim, símbolos são as formas de expressão mais sofisticadas e antigas de enxergar o mundo, então, símbolo...

Dezembro!

Dezembro chegou! E com ele todas as angustias, ansiedades, frustações, a música da Simone e aquele falso sentido dos bons sentimentos e da renovação pessoal. Dezembro é um mês altamente comercial. Todo mundo sabe. O que me agonia mais é saber da finitude do ano. Se bem que, por mim, já poderia ser 2024.  2023 foi o ano da pesada pelo menos no meu critério pessoal e dezembro é o mês que simboliza a finitude, se nós seguirmos o calendário gregoriano, porque para a astrologia o ano só acaba em março de 2024 quando entra o primeiro signo zodiacal. O que redobra a minha angústia. Finalizar é bem complexo. Acredito que não somos preparados para finais. A finitude é muito misteriosa. Esta época do ano é muito perigosa, no geral, nos coloca muito mais vulneráveis e estar vulnerável é temerário.  Andei sumida daqui, pois 2023 me exigiu e está me exigindo muito, mas nasceram duas coisas muito boas desse processo: dois livros onde sou coautora. Livros cujos textos foram escritos apenas p...